Roteiro: PNI - Parte Baixa

Atualizado: 9 de jun.

A região das Agulhas Negras possui diversas atrações turísticas de cair o queixo, mas talvez nenhuma delas seja mais importante e mais inesquecível que o Parque Nacional do Itatiaia, onde está localizado o Pico das Agulhas Negras, com seus 2791m de altitude, o ponto mais alto do estado do Rio de Janeiro. O PNI foi o primeiro parque nacional do Brasil, fundado em 1937 e é dividido em duas partes, a Alta e a Baixa. Neste roteiro iremos te contar tudo que os ciclistas precisam saber sobre a Parte Baixa (mas não tão baixa assim) deste incrível parque que todo brasileiro deveria conhecer. Vem com a gente!

 

Nosso ponto de encontro é mais uma vez a "Passarela de Penedo", clique aqui se você precisa de orientações para chegar até lá. A partir da passarela você irá seguir pelo acostamento da Via Dutra (BR-116), sentido São Paulo, por 5km até a Graal Itatiaia. Passado pouco menos da metade deste caminho pelo acostamento você irá ver à sua direita a saída para a Estrada Fazenda da Serra, um outro pedal muito interessante, sobre o qual você pode saber tudo a respeito clicando aqui.

Graal Itatiaia, um bom lugar para parar, tomar uma água e esperar os novatos

É na Graal que você se despede da Dutra saindo à direita, seguindo as placas que já indicam a direção para o Parque Nacional. Você irá seguir pela marginal da via até uma rotatória, na qual deverá virar à direita, mais uma vez seguindo as placas para o parque.

Rotatória na marginal da rodovia, na qual você deve pegar a primeira saída, à direita.

Fazendo isso, você estará em uma rua com canteiro no meio, canteiro este que você deverá acompanhar, inclusive fazendo uma curva à esquerda mais adiante, até chegar a outra rotatória após uma subida leve, nela, vire à direita. A partir daí você estará no que chamamos de "estrada para o parque", onde a subida para a "parte baixa" começa pra valer. Nessa reta seu primeiro ponto de atenção será um estabelecimento comercial chamado Boutique do Sorvete, e digo isso não por ser louco por sorvete, como sou, mas sim porque ali também é prestado um serviço de aluguel de bicicletas, inclusive mountain bikes, portanto, vale a pena conhecer para ter mais essa opção na manga. Clique na lateral da foto abaixo para ver as próximas:

Seguindo em frente por cerca de 500m, à sua direita você irá ver uma porteira com um portão lateral para pedestres que está sempre aberto e por onde você poderia passar com a bike se quisesse ir até o ribeirão conhecido como "Paredão", um local que iremos descrever em detalhes muito em breve em um próximo roteiro.

Porteira para o "Paredão", que iremos mostrar em um próximo roteiro, não perca.

700m a diante você irá ver, também à sua direita, o Hotel Conora, local conhecido pelo acesso exclusivo que seus hóspedes tem à um trecho muito bonito do Rio Campo Belo. Mas não se preocupe, alguns metros depois da entrada do hotel existe um outro acesso ao rio que também oferece piscinas e cachoeiras a quem deseja curtir uma água gelada, um lugar muito bonito inclusive, chamado "Conora". Veja as fotos abaixo:

Lindo local que serve de acesso ao trecho de rio conhecido como "Conora"
Famoso ribeirão "Conora", em Itatiaia

Logo após passar pelo Conora você irá fazer uma curva natural à direita e cruzar uma ponte, deste ponto em diante a pedalada se torna de nível intermediário, de acordo com os nossos critérios. Para nós, se alguém que não está acostumado a pedalar longas distâncias precisa empurrar em algum momento ao longo do percurso, então classificamos o passeio como intermediário. Todo o trajeto a partir da ponte é composto por subidas mais íngremes e constantes, você irá percorrer pouco mais de um quilômetro até chegar a uma bifurcação, onde se seguisse à esquerda iria se dirigir ao lugar conhecido como "Paraíso Perdido", que também iremos abordar em futuros roteiros. Mantenha-se à direita na bifurcação.

Bifurcação onde à esquerda leva ao Paraíso Perdido e à direita, ao Parque Nacional

Poucos metros adiante, não se assuste com as barreiras na estrada, você pode contorná-las, trata-se apenas de um posto de controle do exército, pois você está passando em frente ao Hotel de Trânsito Centro Sargento Max Wolff e logo em seguida pelo Centro de Recuperação de Itatiaia (CRI).

Área do Exército na estrada para o Parque Nacional do Itatiaia

Mais alguns giros no pedal e você verá outra bifurcação, onde dessa vez irá se manter à esquerda. Caso mantivesse à direita, você iria pegar a estrada para o Hotel Vista Linda, um outro destino que iremos abordar aqui no site em um futuro breve. Na sequência, depois de vencer uma última subida desafiadora, você já irá avistar a bonita portaria da parte baixa do Parque Nacional do Itatiaia, onde tirar algumas fotos será inevitavelmente a primeira coisa que irá passar pela sua mente.

Portaria da parte baixa do Parque Nacional do Itatiaia

Bem em frente à portaria há uma placa indicando quais cachoeiras estão fechadas devido ao risco de trombas d'agua ou para alguma manutenção na trilha. Você pode obter informações atualizadas sobre o valor dos ingressos e eventuais descontos clicando aqui.


Passando pela portaria você começará de imediato a subida praticamente ininterrupta que te levará até o destino final desse passeio. Serão aproximadamente 8,5km de subidas, sendo 4,5km em um asfalto impecável e 4km na terra. O caminho é absolutamente deslumbrante. Você estará cercado de Mata Atlântica de ambos os lados, fazendo com que quase a totalidade do percurso seja feito na sombra.

Lindo primeiro trecho dentro do parque.

Dois quilômetros após iniciar a subida, à sua direita você poderá ver uma bica d'água que pode usar para recarregar sua caramanhola, mas não se preocupe tanto com isso, pois haverá água à sua disposição mais adiante. Poucos metros depois você irá chegar, à sua esquerda, no primeiro ponto de parada, o Mirante do Último Adeus, lugar onde vale a pena subir alguns lances de escada com a bike e contemplar a paisagem com sua companheira. Impossível não registrar em fotos esse momento.

Subida para o Mirante do Último Adeus
Grupo de ciclistas apreciando a vista a partir do mirante
Rio Campo Belo cortando a Mata Atlântica do parque

Você continuará subindo a partir do mirante por mais 2km até avistar à sua esquerda uma construção muito bonita, com muros cobertos em pedra chamada Casa dos Seixos, onde hoje funciona o Restaurante Miltinho III , que serve uma excelente refeição à quilo a partir das 11:00 e que está se preparando para se tornar um ponto de apoio aos ciclistas muito em breve. Vale a pena conhecer desfrutar de uma comida de qualidade em meio ao sossego e ao ar puro do parque. Clique na lateral da foto abaixo para ver as próximas.

Poucos metros depois você já irá avistar uma imponente construção no alto de um morro, é o Centro de Visitantes Wanderbilt Duarte de Barros. Como o próprio nome sugere, é aqui que você pode obter todo tipo de informação sobre o parque, há banheiros e bebedouros à disposição, assim como um museu dedicado a explicar todos os detalhes sobre a fauna, a flora e a geologia do parque, um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza e da ciência. Há inclusive uma sessão com exemplares empalhados de algumas das principais espécies que habitam o parque e seus arredores, como a Onça Parda, o Lobo Guará e até uma das maiores aves de rapina do mundo, a Harpia. Vale a pena pedir para um colega menos curioso ou que já conheça o lugar tomar conta da sua bike enquanto você entra no museu.

Entrada principal do Centro de Visitantes

Não deixe também de dar a volta completa no centro de visitante pela rua do lado de fora, para que possa ver a verdadeira fachada da construção, que fica na parte de trás e que por não ficar visível para quem segue pela estrada principal, acaba passando despercebida pela maioria.

Fachada principal do Centro de Visitantes, que fica de costas para a estrada principal

Para quem estiver de Speed, infelizmente o pedal terminará aqui, pois o restante da estrada ainda não está pavimentado, mas para quem estiver de MTB, o passeio pode continuar logo ao lado do Centro de Visitantes, onde há uma trilha de nível fácil que você poderá usar para chegar ao Lago Azul, uma piscina natural, embaixo de uma charmosa ponte de madeira, que não tem nada de azul, mas que mesmo assim é muito bonita. É possível descer com a bicicleta até lá, desde que você entre à esquerda em uma bifurcação nessa trilha, seguindo placas que apontam para "trilha de observação", evitando assim 124 degraus de pedra. Não é impossível descer pedalando, mas não recomendamos, pois não há nada que impeça você de cair no penhasco caso derrape em alguma curva. Portanto, vá empurrando e leve sua bike para conhecer esse lugar se quiser, ou deixe ela com alguém no Centro de Visitantes, é uma trilha rápida.

Início da trilha para o Lago Azul
Bifurcação no caminho para o Lago Azul onde você deve pegar à esquerda, caso esteja empurrando a bike.
Descida escorregadia até o Lago Azul
Lago Azul

Retornando ao Centro de Visitantes e pegando novamente a estrada morro acima, dessa vez superando uma subida constante em terreno de terra e pedra, você irá ver depois de pedalar por 600 metros, à sua esquerda, a entrada para uma trilha que te levaria até a Cachoeira Poranga, essa trilha ficou fechada por mais de 15 anos e somente recentemente foi reaberta, mas infelizmente ela não é possível de ser feita com a bike, nem empurrando. Essa é apenas a primeira de várias atrações que te aguardam em uma próxima visita obrigatória, de carro ou de ônibus.

Sinalização que indica o início da trilha para a Cachoeira Poranga
Cachoeira Poranga, que te aguarda em uma próxima visita.

Pouco mais a frente você irá ver uma bifurcação, onde se seguisse à direita iria em direção ao início da Trilha dos Três Picos, uma trilha difícil que precisa de um dia inteiro de dedicação, além de um guia, portanto, mantenha-se à esquerda nessa bifurcação.

Bifurcação onde você deverá manter-se à esquerda.

Seguindo em frente, você irá ver outra bifurcação, dessa vez, se seguisse à direita iria chegar ao Hotel do Ypê, um bom lugar para conhecer em outra oportunidade, onde é possível se hospedar ou pagar para aproveitar o dia com muito lazer em meio à natureza. Nessa bifurcação é comum encontrar pessoas vendendo guloseimas e uma deliciosa água de coco, não perca essa chance de se reidratar. Continue à esquerda na estrada principal.

Bifurcação onde a subida à direita te leva ao Hotel do Ypê

Apenas duzentos metros adiante você terá chego ao seu destino final, o chamado Complexo do Maromba, onde você encontrará banheiros e uma torneira com água potável gelada naturalmente (atrás do banheiro feminino). Nesse ponto você estará a mais de 1100m de altitude e poderá optar por conhecer uma das 3 cachoeiras do lugar, acessíveis por trilhas de nível fácil, mas que infelizmente não comportam a bicicleta, nem carregando.

Ponte que dá acesso ao Complexo do Maromba
Placa que indica a altitude de 1100m
Estacionamento, onde estão os banheiros

A cachoeira mais próxima, das 3 que podem ser acessadas a partir desse ponto é a Piscina do Maromba, que pode ser conhecida descendo degraus logo em frente ao estacionamento. Se você tiver com quem deixar a bike, vale a pena conferir.

Piscina do Maromba, a maior da parte baixa do parque

A trilha para as outras duas cachoeiras inicia-se em uma escada pouco antes da ponte que você atravessou para chegar aos banheiros. São elas a Cachoeira Itaporani e a Cachoeira Véu de Noiva, a atração principal da parte baixa do parque. O caminho até elas é mais longo e elas demandam tempo para serem apreciadas como merecem, portanto, não recomendamos que você as conheça durante um passeio de bike, deixe para fazer isso sem pressa em outra oportunidade.

Bike triste por não poder seguir até as 2 principais cachoeiras
Cachoeira Itaporani e suas águas verdes
Cachoeira Véu de Noiva, atração principal da parte baixa do PNI

O estacionamento do Complexo do Maromba é também uma das extremidades da Travessia Rui Braga, que liga a parte baixa ao Abrigo Rebouças, na parte alta. Metade do caminho dessa travessia foi recentemente liberado para que seja feito também de bicicleta e se tornou a trilha mais desejada do momento entre os amantes do estilo Single Track. Você pode saber tudo a respeito dessa nova trilha, que leva o ciclista até o Abrigo Água Branca, a mais de 1800 metros de altitude no nosso roteiro específico sobre essa nova atração, clicando aqui.

Início da trilha que leva ao Abrigo Água Branca, parte da Travessia Rui Braga

Na volta, tome cuidado com o excesso de confiança na descida do trecho de terra, pois as ondulações e quebra molas escondidos podem ser armadilhas. Já no asfalto, a partir do Centro de Visitantes, aproveite para deixar a gravidade te levar até a portaria e diga até breve para esse parque que você certamente sempre irá guardar na memória como uma das pedaladas mais incríveis da sua vida!

 

E aí, o que achou? Sabe de alguma curiosidade ou detalhe importante sobre esse lugar que deixamos passar? Já fez esse passeio? Pretende fazer em breve? Conte pra nós nos comentários!

 

Ficha técnica

Altimetria

Tipo de bike recomendada: Speed até o Centro de Visitantes e MTB até o Complexo do Maromba

Estrada de terra: 4km

Acostamento de BR: 5km

Trilha de bike: 0km Possui cachoeira: VÁRIAS.

Passa por propriedade particular: NÃO

Ganho de elevação: 824m

Nível: AVANÇADO (subidas cansativas) Atrações: Centro de Visitantes; Lago Azul, Piscina do Maromba

 

Já conhece nossas mídias sociais? Instagram: instagram.com/biketouragulhasnegras

Facebook: facebook.com/biketouragulhasnegras Strava: http://strava.com/clubs/biketouragulhasnegras

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCZNBvczIamsQZ6W_JY3ZmOw


123 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo