Roteiro: Capelinha x Vargem Grande

Atualizado: 11 de jun.

Capelinha e Vargem Grande são dois dos distritos de Resende mais procurados pelos ciclistas da região, seja para um simples bate e volta no asfalto, seja como ponto de parada no caminho até destinos ainda mais distantes, como Visconde de Mauá e Fumaça, respectivamente. O que talvez nem todos conheçam são os caminhos de terra que ligam ambos os distritos e as atrações que esses caminhos "escondem". Neste artigo iremos te mostrar em detalhes tudo que você precisa saber para aproveitar ao máximo a estrada de terra que vai da Capelinha até a Vargem Grande, caminho que compões a chamada Volta dos 60. Mesmo que você já conheça esse percurso, te convidamos a ler até o final, pois muito provavelmente você irá descobrir algo novo. Vem com a gente!

 

O ponto de partida que iremos considerar para esse pedal é o Bar Capelinha, também conhecido como "Parada Quase Obrigatória", um dos pontos de encontro mais badalados entre os ciclistas da região. Se você não sabe chegar até esse lugar, recomendo que leia o roteiro que detalha o caminho desde o centro de Resende até à Capelinha, clicando aqui.

Belezas do caminho até a Capelinha

A partir do Bar Capelinha, você irá seguir pelo asfalto por mais 1,5km até o local que marca o início da Serra de Mauá. Nesse ponto, ao invés de seguir à esquerda serra acima, você irá virar à direita em uma estrada de terra.

Ponto no pé da serra onde você irá virar à direita e sair do asfalto

Poucos metros depois de começar a pedalar na terra você irá se deparar com uma bifurcação, onde caso seguisse à direita iria chegar à área da Capelinha conhecida como Tambaqui. Ao invés disso, mantenha-se à esquerda, onde você irá fazer uma descida longa, a primeira de muitas nessa estrada.

Bifurcação no início da estrada de terra onde você deve manter à esquerda.

O trecho que se segue logo após essa primeira descida é marcado pela presença de propriedades rurais de ambos os lados e pela sombra predominante devido ao grande número de árvores. No geral, o percurso inteiro tem como característica marcante a alternância, não somente entre subidas e descidas, mas também entre trechos de sombra e de descampados, o que ajuda a tornar o passeio menos monótono.

Cercas e árvores de ambos os lados no início do caminho

Durante boa parte do percurso o horizonte é dominado pelo complexo de montanhas que pertencem ao Parque Estadual da Pedra Selada, que formam paisagens deslumbrantes que merecem serem contempladas, portanto, pelo menos na primeira vez que você passar por esse caminho, vá com calma e aprecie sem moderação esse presente da natureza.

Montanhas do Parque Estadual da Pedra Selada ao fundo

Cerca de 2,5km após aquela primeira bifurcação, você irá avistar uma saída à esquerda da estrada principal, que deve ser ignorada, pois apenas te levaria até algumas fazendas e casas. Siga em frente nesse ponto.

Saída à esquerda que deve ser ignorada. Siga em frente

Uma coisa que você irá perceber ao pedalar por essa estrada é o quão bem conservada ela costuma estar, ainda mais se levar em consideração que a prefeitura de Resende precisa manter sozinha mais de 700km de estradas de terra em sua zona rural.

Bom estado de conservação da estrada

O próximo ponto de atenção será uma bifurcação a 1,4km após a saída à esquerda que você ignorou. Nela, mantenha-se à esquerda, ao invés de subir à direita, o que apenas te levaria a mais uma fazenda.

Bifurcação onde você irá manter-se à esquerda

Após pedalar por mais 1,8km de lindas paisagens você irá chegar na bifurcação mais importante de todo o percurso. Nela, se seguisse à direita, iria percorrer o caminho que te levaria até a Ponte do Arco, no meio da estrada de asfalto entre Resende e Vargem Grande, parte do trajeto conhecido pelos ciclistas da cidade como Volta dos 50, enquanto seguindo à esquerda, irá continuar indo em direção ao centro da vila de Vargem Grande. Sendo assim, mantenha-se à esquerda passando por uma ponte de madeira.

Paisagens dignas de quadros pelo caminho
Bifurcação onde à direita é a Volta dos 50 e à esquerda, a Volta dos 60

Daqui em diante o percurso fica um pouco mais difícil, as subidas são mais íngremes, as descidas mais perigosas e o terreno um pouco mais acidentado. Não é atoa que a Volta dos 60 é muito utilizada por aqueles que estão se preparando para participar de competições.

Subidas mais íngremes desse ponto em diante.
A beleza ao longo do caminho continua...

Você irá andar por aproximadamente mais dois quilômetros desde a bifurcação da Volta do 50, até se deparar com mais uma bifurcação, onde dessa vez irá manter-se à esquerda. Quem erra o caminho aqui faz uma subida enorme para depois descobrir que se trata apenas de mais uma fazenda, então a não ser que seu objetivo seja meramente treinar subidas, siga à direita.

Bifurcação onde você deve se manter à direita.

Pouco depois dessa bifurcação você irá se encontrar em meio a uma área muito bonita de pasto de ambos os lados onde tem início a descida mais emocionante de todo o percurso, daquelas de encher de emoção o coração dos caçadores de adrenalina. Veja o vídeo abaixo, filmado pelos nossos parceiros do Pedalokos:

Pouco depois dessa descida incrível você irá passar por uma ponte de madeira que é um importante ponto de referência, uma vez que após a mesma o caminho se divide mais uma vez. Quem deseja meramente seguir em direção à Vargem Grande pode continuar à direita, já aqueles que desejam conhecer um pouco mais da região ou até mesmo fazer um bom treino de subida, podem seguir à esquerda.

Ponte de madeira após a descida após a qual você terá que tomar uma decisão

Esse caminho à esquerda, que a maioria dos ciclistas nunca faz por ser "sem saída" tem como ponto final uma cachoeira conhecida como Cachoeira do Lobo, que fica dentro de uma propriedade particular, mas que pode ser acessada desde que você vá até a casa da fazenda pegar a chave do portão emprestada. Eles controlam o acesso para manter o local preservado, portanto, seja educado e não deixe lixo pelo caminho, não faça fogueiras ou churrasco, nem nada que possa vir a prejudicar o meio ambiente. Dito isso, vamos falar um pouco desses 3,6km desde a ponte de madeira até a cachoeira.

Saída à esquerda que te levará à Cachoeira do Lobo

O caminho até a cachoeira é marcado principalmente por duas coisas: paisagens ainda mais bonitas do que as que se vê da estrada principal e subidas ainda mais íngremes, que na volta se tornam descidas ainda mais perigosas. Se os novatos do grupo ainda não tiveram que descer para empurrar, agora certamente irão fazer isso.

Paisagens incríveis no caminho até a cachoeira
Parar para respirar um pouco é comum nesse trecho

Em determinado momento você irá avistar um "mata burro" um tanto quanto assustador, mas que pode ser atravessado pedalando tranquilamente. Bem ao lado dele existe uma cerca de arame farpado que representa um perigo muito grande no caminho de volta, uma vez que você irá chegar até aí em alta velocidade, portando ATENÇÃO!

Atenção para a cerca na volta

Logo após passar pelo "mata burro" você irá fazer a subida mais cansativa de todo o percurso e ao final irá avistar o portão que dá acesso à cachoeira. Caso esteja fechado, você deve pegar a estradinha à esquerda, bem em frente o portão, que em poucos metros te levará à casa onde você deve pedir a chave emprestada. Não pule o portão em hipótese alguma!

Portão a partir do qual já é possível ver a cachoeira

A época do ano ideal para se visitar essa cachoeira é o verão, no período de chuvas, uma vez que no inverno a vazão da água diminui drasticamente, o que pode frustrar um pouco. Mas independentemente de quando você for, o banho de rio em piscinas naturais com água batendo nas costas é garantido!

Cachoeira do Lobo
Não esqueça o protetor solar!

No seu caminho de volta para a estrada principal, tome muito cuidado com o excesso de confiança nas descidas, pois isso pode lhe custar caro uma vez que é comum a presença de muito cascalho solto no chão. Chegando de volta à ponte de madeira onde você se desviou do caminho, siga à esquerda pelo único caminho que você ainda não passou e que te levará à Vargem Grande.

As subidas e descidas continua até o final

Um dos pontos mais bonitos desse percurso poderá ser encontrado a alguns quilômetros adiante, onde a estrada passa à beira de um precipício com uma vista incrível, impossível não olhar para o lado e para baixo!

A paisagem não cansa de surpreender
Aquele momento em que você tem certeza de que valeu a pena acordar cedo

Após uma sequencia de curvas fechadas como até então você não havia feito, você irá chegar ao final da estrada de terra e encontrar o asfalto em um ponto já bem próximo da vila de Vargem Grande.

Curvas fechadas na parte final do trajeto
Chegada no asfalto da Vargem Grande

Serão apenas 800 metros pedalando no asfalto até avistar a bifurcação onde você deverá manter-se à esquerda para seguir até o centro da vila e avistar sua icônica Igreja de Santo Antônio. Aproveite para fazer um lanche no Bar do Augusto, que fica bem em frente à praça.

Mantenha-se à esquerda
Igreja de Santo Antônio
 

E aí, o que achou? Sabia da existência dessa cachoeira no meio do caminho entre Capelinha e Vargem Grande? Sabe de alguma curiosidade a respeito desse pedal que nós não mencionamos? Nos conte nos comentários!

 

Ficha técnica

Altimetria

Tipo de bike recomendada: MTB

Estrada de terra: 19,4km

Trilha de bike: 0km Ganho de elevação: 484m

Nível: AVANÇADO Atrações: Cachoeira do Lobo;

 

Para onde ir a partir de Vargem Grande?


- Fumaça

 


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